Eu espero pelo frio tudo o que eu quero é voltar pra casa
E eu digo isso por que eu não agüento mais ligar a cobrar pra dizer
Que todo mundo morre um pouco no decorrer de cada dia
E um outro pouco
A cada anoitecer
Morre sozinho,
Quase sem querer
E eu sei que cada chance de ter caído fora
Foi uma chance jogada fora
Eu espero pelo frio e eu pago para não sofrer
Eu pago sem querer
Eu não quero o que não seja meu, mas tudo bem
O merecer não é algo que eu queira discutir
Prefiro não merecer e partir
Eu tenho essa qualidade quase nada rara hoje em dia
De perder o controle e de apagar o que eu não quero
Na minha memória
De saber demais de história
Sem se dar conta
De que a história quem faz
Somos eu e você
E minha mente ainda está presa
Por sorte ou falta dela
No oeste da América do Norte
Presa demais
Ao mal e ao bem que a Califórnia me fez
a ainda e me faz
E a um passado que me traz a vontade a tona
Me faz querer a volta
Uma vontade que não me deixa em paz
E certa revolta ao perceber que
Eu sou diferente demais do viver desta cidade
Talvez eu devesse agir mais de acordo
Com minha idade com quem discorda
Com quem me dá pouca bola
Mas se tempo e espaço são de certa forma a mesma coisa
E se a vida é escola
Que mal há em se saber
Atemporal
Eu não sei como não o ser
E eu queria ter a capacidade afinal
De saber esquecer
Mas se for o caso
Eu caio fora de vez
E as coisas que ninguém fala que fez
Viram as coisas que só eu fiz
Eu espero contudo, que com o tempo
Você esqueça também
Que você conheça alguém
Que você seja feliz
Drigo
segunda-feira, 12 de maio de 2008
quinta-feira, 1 de maio de 2008
Um semi-tom (ou menos)
Como música
Uma nota clama por outra
E depois
Por outra mais
E
Quando essas notas são menos
Prováveis
É quando eu gosto mais
Tipo,
Você batendo a minha porta
Às 4 da manhã
E demora sim uma vida ou duas
Para que se compreenda
Que não se precisa de comando ou direção
Quando se segue o chamado da natureza
Quando se escuta o coração
Mesmo que ele exija um bocado de tristeza
E demande
Andar na contramão
O chamado pede sim
Por um pecado ou dois
E por
Revolução
E pede por uma mente que transite livremente
Em qualquer dimensão
Afinal
Qualquer mente muito consciente facilmente entra num oceano de loucura e gozação
Por vinte e poucos reais
Mas os caminhos reais
Só trilha quem lida
Com tempo e forma de forma criativa
Quem vive a favor da vida
Ativando vida,
Por combustão e
Explosão
Drigo
Uma nota clama por outra
E depois
Por outra mais
E
Quando essas notas são menos
Prováveis
É quando eu gosto mais
Tipo,
Você batendo a minha porta
Às 4 da manhã
E demora sim uma vida ou duas
Para que se compreenda
Que não se precisa de comando ou direção
Quando se segue o chamado da natureza
Quando se escuta o coração
Mesmo que ele exija um bocado de tristeza
E demande
Andar na contramão
O chamado pede sim
Por um pecado ou dois
E por
Revolução
E pede por uma mente que transite livremente
Em qualquer dimensão
Afinal
Qualquer mente muito consciente facilmente entra num oceano de loucura e gozação
Por vinte e poucos reais
Mas os caminhos reais
Só trilha quem lida
Com tempo e forma de forma criativa
Quem vive a favor da vida
Ativando vida,
Por combustão e
Explosão
Drigo
quarta-feira, 30 de abril de 2008
Pesadelo
Meus demônios juntam-se a mim
E agora que chego perto do fim
Aceleram meus sentidos
Chegam calados
Abraçando meus pecados
Estão ao meu lado
A dizer
Logo tudo acabará
Ao passo que eu percebo
A névoa que a morte prenuncia
Ao raiar de um dia
Que não durará
Num último ato de desespero
Eu vôo alto, me esmero
Tentando não pousar
E fico ali pairando
Sobre as nuvens
Onde o bem estar ainda é
Onde possa esquecer
Onde possa ter fé
Mais sei, contudo
Que tudo um dia cai ninguém paira pra sempre
Que não se vive impunemente
E que crimes perfeitos não existem
Nem os que cometemos
Nem os que cometem com a gente
O universo não mente
Meus demônios são reais
Meus amores são jamais
E a morte é por demais
Iminente e sagaz
Drigo
E agora que chego perto do fim
Aceleram meus sentidos
Chegam calados
Abraçando meus pecados
Estão ao meu lado
A dizer
Logo tudo acabará
Ao passo que eu percebo
A névoa que a morte prenuncia
Ao raiar de um dia
Que não durará
Num último ato de desespero
Eu vôo alto, me esmero
Tentando não pousar
E fico ali pairando
Sobre as nuvens
Onde o bem estar ainda é
Onde possa esquecer
Onde possa ter fé
Mais sei, contudo
Que tudo um dia cai ninguém paira pra sempre
Que não se vive impunemente
E que crimes perfeitos não existem
Nem os que cometemos
Nem os que cometem com a gente
O universo não mente
Meus demônios são reais
Meus amores são jamais
E a morte é por demais
Iminente e sagaz
Drigo
terça-feira, 22 de abril de 2008
Sobre os Anjos, A Vida e Algo Mais
Um anjo me visita na cama
Às 5 horas da manhã
O que dizer a um anjo?
“Meu anjo eu tenho febre e eu estou
um pouco excitado e desordenado
Eu Não tenho para onde ir
E preciso Dormir
Para que eu possa então acordar
E seguir meu caminho
Meu anjo eu estou em pedaços
Cocaina e Vinho
Virado
E revirado
Numa semana insone e não há nada de bom que emane
Nesta situação
E meu anjo se há um sentido
Lembre-se que eu sempre acabo perdendo
A direção
E é assim que eu
Reviro um verso
Ao inverso e faço dele ainda
Um verso perfeito
Um verso que possa ser lido
Por qualquer um
De qualquer jeito
E que não reflita certeza alguma
Mas tão somente certa tristeza
Que emana de mim que de tão certamente triste
Emano uma triste beleza
E acabo sendo assim exaltado por ser tão
Fragmentado
Exaltam-me a segregação!
Sordidamente
Assim como exaltam meus amigos
De outra dimensão
É certo que são inofensivos
Não são nocivos
Como os inimigos que navegam por perto
A estes eu digo:
Esqueçam-me por certo!
Digo, porque a inimigo não se pede
Deixa-se que lhe saibam sede de uma beleza
Que não enxergam em si
Mas meu anjo,
Entre os amigos mortos e os inimigos vivos
Prefiro os vivos
Com quem interajo
Meu espírito é imediato
E o ato com quem já morreu
Não me atrai
Meu anjo,
Deixem-me ser vivo e andar com os vivos
Com seus corpos e almas e com os seus motivos
Prefiro assim
E prefiro sim a vida à posteridade
Por piores que sejam as dores em dias que detesto
A idade me faz querer viver com os melhores
Já que morrerei como o resto
Prefiro ainda doer com ardor
A andar atrás do dinheiro que não saberia sequer
Onde pôr
Eu que não encontro o amor
Não mais me iludo
Por um prêmio que não é meu ou
Por quem neste mundo
Como eu já se perdeu
Sabemos nós
Que há algo de ingrato num desejo concedido
E que por isso todo amor seja
Talvez por essência
Mal resolvido
E ainda que me emocione e por vezes
Até chore
Eu no geral aborreço
E sou aborrecido
E me admiram eu sei
Por ser um pouco de tudo
E um muito de nada
Admiram-me pelo que não sou e por acharem que sei sobre o mundo
O que na verdade não sei
Ou talvez,
Por ter o corpo aberto
Por ter a alma alerta
E por saber ser correto na hora errada
E errado
Na hora mais certa
Drigo
segunda-feira, 7 de abril de 2008
Sobre o Galo, a Terceira Idade e o Odiar
O canto do galo invade novamente o meu sono e atua em meu sonho afastando os elementos de seu lugar mais natural. E, embora eu saiba que o galo canta por instinto, e não age contra a mim, a ordem jurídica e política ou moral - acordo mal.
O pobre galo não é mau, nem é nada. Ele não cria nem destrói sociedades, ele não ameaça nem oferece salvação. Ave burra e sem requinte que não se lembra do momento anterior nem planeja o momento seguinte.
Meu vizinho, sim - ao alto de seus oitenta e tantos anos, possui a faculdade de lembrar e planejar. Ele é presumidamente uma estrutura organizacional superior ao galo, que, embora envelhecida e enrijecida por uma vida de desamor, é sem dúvida capaz de calcular o peso da dor.
E é capaz inclusive de pensar filosoficamente, sendo, portanto, embora um tanto decadente, capaz de criar e fazer o bem. Mas o velho, que já não prestava quando era neném, escolheu ser daqueles velhos capazes de fazer um inferno da vida da gente.
Meu vizinho que não presta embora pudesse prestar não goza daquilo que terceira vida, a vida mística e religiosa lhe permitiria gozar. Ao alto de seus oitenta e tantos anos, quando a vida se esmera em distingui-lo do simplesmente humano, ele vive ao contrário da vida.
Livre dos afetos e das paixões, esse monte de carne e ossos não busca a sublimação, desconhece o que João chamou de o segundo espírito, e com um galo no quintal, projeta a mim todo o mal, por ser mau ou por talião – não contra a mim, que de antemão nada o fiz, mas contra o mundo que, vai saber...
Só me resta, contudo crer que ele pensa ser eu sujeito de alguma ofensa. E que a sua vida de desamor e outra doença qualquer que não me diz respeito, dá-lhe o direito de roubar-me o sono por meio de um galo idiota. Eu me calo a refletir, tendo o sono perdido, sobre o que o faz pensar que deve um suposto ofensor sofrer o mesmo mal que ao ofendido imputa.
Mas calma aí! Jamais gritei ao ouvido deste filho da puta!
A mim resta então viver neste acordar desesperado e me por a escrever para não arder em raiva, como numa forma de oração. Eu jamais terei o velho por irmão - este engenho improdutivo desumano. Talvez lhe reste pouca vida, espero que menos de um ano. Mas já que não tenho tempo para odiar, e já que tenho muito tempo para transcender e transigir, deixo a raiva dormir comigo. Assim eu calo e eu espero. Afinal, não fosse o vizinho seria outro o inimigo. E não fosse o galo, seria outro bicho, o caminhão do lixo ou até mesmo o quero-quero.
Drigo
O pobre galo não é mau, nem é nada. Ele não cria nem destrói sociedades, ele não ameaça nem oferece salvação. Ave burra e sem requinte que não se lembra do momento anterior nem planeja o momento seguinte.
Meu vizinho, sim - ao alto de seus oitenta e tantos anos, possui a faculdade de lembrar e planejar. Ele é presumidamente uma estrutura organizacional superior ao galo, que, embora envelhecida e enrijecida por uma vida de desamor, é sem dúvida capaz de calcular o peso da dor.
E é capaz inclusive de pensar filosoficamente, sendo, portanto, embora um tanto decadente, capaz de criar e fazer o bem. Mas o velho, que já não prestava quando era neném, escolheu ser daqueles velhos capazes de fazer um inferno da vida da gente.
Meu vizinho que não presta embora pudesse prestar não goza daquilo que terceira vida, a vida mística e religiosa lhe permitiria gozar. Ao alto de seus oitenta e tantos anos, quando a vida se esmera em distingui-lo do simplesmente humano, ele vive ao contrário da vida.
Livre dos afetos e das paixões, esse monte de carne e ossos não busca a sublimação, desconhece o que João chamou de o segundo espírito, e com um galo no quintal, projeta a mim todo o mal, por ser mau ou por talião – não contra a mim, que de antemão nada o fiz, mas contra o mundo que, vai saber...
Só me resta, contudo crer que ele pensa ser eu sujeito de alguma ofensa. E que a sua vida de desamor e outra doença qualquer que não me diz respeito, dá-lhe o direito de roubar-me o sono por meio de um galo idiota. Eu me calo a refletir, tendo o sono perdido, sobre o que o faz pensar que deve um suposto ofensor sofrer o mesmo mal que ao ofendido imputa.
Mas calma aí! Jamais gritei ao ouvido deste filho da puta!
A mim resta então viver neste acordar desesperado e me por a escrever para não arder em raiva, como numa forma de oração. Eu jamais terei o velho por irmão - este engenho improdutivo desumano. Talvez lhe reste pouca vida, espero que menos de um ano. Mas já que não tenho tempo para odiar, e já que tenho muito tempo para transcender e transigir, deixo a raiva dormir comigo. Assim eu calo e eu espero. Afinal, não fosse o vizinho seria outro o inimigo. E não fosse o galo, seria outro bicho, o caminhão do lixo ou até mesmo o quero-quero.
Drigo
segunda-feira, 17 de março de 2008
Sobre o Esperar III
A esperança se disfarça em
Memórias do que ainda não vivi
Chega e me enfia hoje a faca do futuro na garganta e diz:
-De nada adianta fingir
Que o homem que sou não foi moldado pelo menino que nasci
Ou fingir que os meus planos são destino
Ou que vivi em desatino sem saber onde ia dar
E é, pois então que prefiro dar
A esperança o título
De inimiga mortal que me coloca de joelhos
E me faz implorar por piedade
Desculpar-te de tua maldade
E escutar os conselhos de quem é tão vazio
E a esperança me pariu
Sabendo-me não durar
E sabe ainda que as memórias que hão de vir
Apagar-se-ão
E que será assim definitivamente em vão
Esperar
Enganar a consciência de que
O que sonhei
Fora sempre e para sempre será
Destruído pela conseqüência do fui, pelo que hoje sou e pelo que não serei
Em dias que não sei
Até que o fim derradeiro que me queimará por inteiro
E que não me porá novo jamais
Devolva-me enfim a paz
E nada mais então será dito ou escrito sobre mim
A não ser “aqui jaz o maldito”
Que por tanto esperou
E que em tanto acreditou veementemente
A cada sol nascente
Devia ter tão somente bastado o conforto
Do abraço amigo
O deslumbre com sol poente
Devia ter bastado cerveja na mesa do bar
Devia ter bastado a música
E a ilusão de ter sido desejado
A cada desejar
Drigo
Memórias do que ainda não vivi
Chega e me enfia hoje a faca do futuro na garganta e diz:
-De nada adianta fingir
Que o homem que sou não foi moldado pelo menino que nasci
Ou fingir que os meus planos são destino
Ou que vivi em desatino sem saber onde ia dar
E é, pois então que prefiro dar
A esperança o título
De inimiga mortal que me coloca de joelhos
E me faz implorar por piedade
Desculpar-te de tua maldade
E escutar os conselhos de quem é tão vazio
E a esperança me pariu
Sabendo-me não durar
E sabe ainda que as memórias que hão de vir
Apagar-se-ão
E que será assim definitivamente em vão
Esperar
Enganar a consciência de que
O que sonhei
Fora sempre e para sempre será
Destruído pela conseqüência do fui, pelo que hoje sou e pelo que não serei
Em dias que não sei
Até que o fim derradeiro que me queimará por inteiro
E que não me porá novo jamais
Devolva-me enfim a paz
E nada mais então será dito ou escrito sobre mim
A não ser “aqui jaz o maldito”
Que por tanto esperou
E que em tanto acreditou veementemente
A cada sol nascente
Devia ter tão somente bastado o conforto
Do abraço amigo
O deslumbre com sol poente
Devia ter bastado cerveja na mesa do bar
Devia ter bastado a música
E a ilusão de ter sido desejado
A cada desejar
Drigo
domingo, 2 de março de 2008
Sobre o Esperar II
De certa forma eu espero
Numa esperança que me corta e sangra
Os olhos e me faz arder e me sentir mais
Pesado do que a gravidade do problema
Dado o peso que o sistema
Imputa sobre meus ossos
E os “não-queros” e “não-possos” que eu escuto mesmo quando todos silenciam
Roubam-me a alegria de viver o dia a dia
E me fazem sofrer pelo que sei e o que eu não sei
Até o ponto onde já não sei mais
O que dizer
Ou dizer se esperei a toa
Se a vida é ruim ou se ela é boa
E se você também se sente assim sem saber como se sente
Eu lhe proponho uma proposta mais do que decente
Façamos um pacto
Esqueçamos Deus e o diabo
E façamos seus os meus ouvidos e os meus ombros
E eu te retiro dos escombros que viraram nossas vidas
Pois esperar é acreditar que há saídas entre o céu e o sob o chão
E,
Até que eu te tenhas imersa em compaixão
Eu imergido de antemão te digo mil sins e nenhum não
E eu espero assim me fazer presente nesse mundo
E fazer de cada segundo
Uma nova possibilidade
De uma nova geração
Drigo
Numa esperança que me corta e sangra
Os olhos e me faz arder e me sentir mais
Pesado do que a gravidade do problema
Dado o peso que o sistema
Imputa sobre meus ossos
E os “não-queros” e “não-possos” que eu escuto mesmo quando todos silenciam
Roubam-me a alegria de viver o dia a dia
E me fazem sofrer pelo que sei e o que eu não sei
Até o ponto onde já não sei mais
O que dizer
Ou dizer se esperei a toa
Se a vida é ruim ou se ela é boa
E se você também se sente assim sem saber como se sente
Eu lhe proponho uma proposta mais do que decente
Façamos um pacto
Esqueçamos Deus e o diabo
E façamos seus os meus ouvidos e os meus ombros
E eu te retiro dos escombros que viraram nossas vidas
Pois esperar é acreditar que há saídas entre o céu e o sob o chão
E,
Até que eu te tenhas imersa em compaixão
Eu imergido de antemão te digo mil sins e nenhum não
E eu espero assim me fazer presente nesse mundo
E fazer de cada segundo
Uma nova possibilidade
De uma nova geração
Drigo
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008
Numa Sexta-Feira
- Eu fui enviado pelos céus
Não se atreva a esquecer** –
Enquanto Jameson sussurrava palavras que ele escutara numa música qualquer do último álbum de sua banda preferida, certo de que essas palavras eram suas e se não fossem,
Poucos conheceriam a banda e muito menos seu último álbum, que não havia sido sequer lançado no Brasil.
E depois, pouca gente presta atenção às letras de música nesta cidade imunda,
Neste fim de sul do mundo
- E eu sou tudo o que você sempre quis.Tudo o que todos os outros caras prometeram.
Desculpe estragar o mistério, mas achei que você devia saber**
Iasmin bebeu num só gole a margarita de morango e pediu outra. Ela não conhecia a banda, ela não estava certa de que as palavras eram de Jameson.
Mas pouco importou, pouco importa.
A quem pertencem as palavras? Ela pensaria fora essa questão.
Mas a questão era a ansiedade que lhe consumira o dia e que agora lhe consumia o cartão de crédito e lhe consumiria a manhã e a tarde seguinte num ciclo vicioso ao qual ela não conseguia escapar.
Por isso ela não resistiu.
Não julgou. Tampouco ignorou.
- A solidão é uma merda. E as minhas inseguranças venceram a minha vontade de lutar.
Iasmin pensou se fora Jameson ou sua mente quem falou desta vez. Prefiriu não se importar.Fechou os olhos e deixou a mão do garoto percorrer por sobre seus ombros e seu coração.
As bocas se uniram em desespero.
Naquela noite, naquele bar, duas bocas solitárias beijaram para não que dois olhos cansados não viessem a chorar.
Drigo
** Ok I Believe You But My Tommy Gun Won’t - Brand New
Não se atreva a esquecer** –
Enquanto Jameson sussurrava palavras que ele escutara numa música qualquer do último álbum de sua banda preferida, certo de que essas palavras eram suas e se não fossem,
Poucos conheceriam a banda e muito menos seu último álbum, que não havia sido sequer lançado no Brasil.
E depois, pouca gente presta atenção às letras de música nesta cidade imunda,
Neste fim de sul do mundo
- E eu sou tudo o que você sempre quis.Tudo o que todos os outros caras prometeram.
Desculpe estragar o mistério, mas achei que você devia saber**
Iasmin bebeu num só gole a margarita de morango e pediu outra. Ela não conhecia a banda, ela não estava certa de que as palavras eram de Jameson.
Mas pouco importou, pouco importa.
A quem pertencem as palavras? Ela pensaria fora essa questão.
Mas a questão era a ansiedade que lhe consumira o dia e que agora lhe consumia o cartão de crédito e lhe consumiria a manhã e a tarde seguinte num ciclo vicioso ao qual ela não conseguia escapar.
Por isso ela não resistiu.
Não julgou. Tampouco ignorou.
- A solidão é uma merda. E as minhas inseguranças venceram a minha vontade de lutar.
Iasmin pensou se fora Jameson ou sua mente quem falou desta vez. Prefiriu não se importar.Fechou os olhos e deixou a mão do garoto percorrer por sobre seus ombros e seu coração.
As bocas se uniram em desespero.
Naquela noite, naquele bar, duas bocas solitárias beijaram para não que dois olhos cansados não viessem a chorar.
Drigo
** Ok I Believe You But My Tommy Gun Won’t - Brand New
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